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Dez estados, uma só história: jornalistas brasileiros cruzam a fronteira para reescrever o turismo no Uruguai

  

Em Canelones será o Encontro Inrternacional de Jornalista de Turismo
El Águila, Villa Argentina, Canelones (Foto: Street View)

Encontro Internacional de Jornalistas e Comunicadores de Turismo, promovido pela Febtur, reúne mais de 30 profissionais em Canelones, de 15 a 19 de setembro — e transforma cada jornalista em embaixador de um destino.

Há algo de poético em um grupo de jornalistas que atravessa uma fronteira não para noticiar, mas para sentir. Eles não carregam apenas câmeras, cadernos e gravadores. Carregam histórias de dez estados brasileiros — e a missão silenciosa de levar o Uruguai para dentro de cada redação, site e rede social do país.

Entre os dias 15 e 19 de setembro, Canelones, no coração do Uruguai, será palco do Encontro Internacional de Jornalistas e Comunicadores de Turismo, realizado pela Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo (Febtur). Mais de 30 profissionais de comunicação especializados em turismo já confirmaram presença, vindos da Bahia, do Maranhão, de Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Pará, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de São Paulo e do Tocantins.

Um mapa que se desenha em voo

Pense no Brasil como um mosaico: cada estado traz um sotaque, um tempero, um jeito próprio de contar histórias. Agora imagine esse mosaico inteiro se movendo para o sul do continente, em cinco dias de imersão. É exatamente isso que acontece quando um jornalista do Pará senta à mesa com um comunicador do Rio Grande do Sul — ou quando um repórter de São Paulo divide uma degustação de vinhos com um colega de Pernambuco.

A programação não se limita a palestras e painéis. Durante cinco dias, os participantes terão contato direto com atrativos, iniciativas e experiências turísticas do Departamento de Canelones e de Montevidéu — com direito a momentos de integração e intercâmbio profissional que, no jornalismo de turismo, valem mais do que qualquer certificado.

Onde a terra produz histórias (e vinhos)

A forte produção de vinho de Canelones
O enoturismo é uma das diversas atividades em Canelones, Uruguai (Foto: Divulgação)

Canelones não é um cenário qualquer. É a principal região vinícola do Uruguai, concentrando cerca de 60% das bodegas do país, a poucos quilômetros da capital. Ali, a uva Tannat — símbolo nacional — transforma-se em vinhos encorpados que contam a história de uma terra generosa. É o tipo de lugar onde o enoturismo não é um produto, mas uma narrativa: cada vinícola tem um personagem, cada taça tem uma origem, cada colina tem uma vista que pede para ser fotografada e compartilhada.

É também o território da Costa de Ouro, com suas praias de areia dourada que já encantaram gerações de veranistas. História, natureza, gastronomia e cultura em um raio de poucos quilômetros — o cenário perfeito para quem vive de transformar lugares em palavras.

Mais do que cobertura: uma rede que pulsa

Há um detalhe que diferencia este encontro de um evento comum: os participantes não são apenas espectadores. Cada jornalista e comunicador presente terá um papel ativo na ampliação da divulgação do Encontro por meio da Rede Febtur de Comunicação, compartilhando informações, notícias e conteúdos com colegas de outros estados brasileiros.

Na prática, isso significa que a cobertura não termina quando o evento acaba. Cada post publicado, cada matéria veiculada, cada vídeo compartilhado transforma-se em um ponto de conexão entre Canelones e milhões de brasileiros. É a comunicação especializada funcionando como instrumento de promoção de destinos — e o turismo brasileiro, com sua diversidade, ganhando vitrine no exterior.

A expectativa é que a programação realizada no Uruguai ultrapasse as fronteiras do evento presencial e gere uma ampla rede de conteúdos, conectando Canelones a diferentes públicos e mercados brasileiros por meio dos veículos, redes sociais e canais de comunicação dos participantes.

A fronteira é só um detalhe geográfico

Quando a última taça de Tannat for servida e os últimos flashes se apagarem, algo permanecerá: a certeza de que o turismo se constrói com histórias — e que, desta vez, foram os contadores de histórias que cruzaram a fronteira para vivê-las em primeira pessoa.

De Canelones a Montevidéu, do Atlântico aos vinhedos, o Uruguai que será visto nos próximos meses nas páginas, telas e timelines do Brasil terá, em cada linha, a assinatura invisível de mais de 30 profissionais que escolheram sentir antes de contar.

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José Maria Pinheiro

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