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Texto produzido por @well.nchagas
Depois de duas décadas, ou, como preferir, 20 anos, finalmente temos a tão aguardada sequência do icônico filme de 2006, O Diabo Veste Prada. E já fica registrado para a posteridade: O Diabo Veste Prada 2. De longe, o longa é uma das melhores continuações dos últimos anos e faz jus à obra original.
Baseado no romance de 2013 A Vingança Veste Prada, de Lauren Weisberger, o filme reúne praticamente toda a equipe de produção original: a roteirista Aline Brosh McKenna, o diretor David Frankel e a produtora Wendy Finnerman. Também estão de volta os nomes principais do elenco — o verdadeiro “quarteto fantástico” — com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Tracie Thoms e Tibor Feldman reprisando seus papéis. O elenco ainda ganha reforços de peso, como Lucy Liu e Kenneth Branagh.
A história segue uma linha mais direta, sem grandes surpresas, mas com participações especiais de destaque, como Lady Gaga. O filme também traz figuras reais do universo midiático e digital, como Tina Brown (ex-editora da Vanity Fair), a jornalista Kara Swisher e a influenciadora Paige DeSorbo, reforçando a conexão entre ficção e o mundo real da moda e da comunicação.
Além de personagens marcantes e icônicos, O Diabo Veste Prada 2 apresenta reviravoltas interessantes que não forçam a narrativa e funcionam bem dentro da proposta. Andy e Miranda voltam a se cruzar, mas em momentos muito diferentes de suas vidas: enquanto Andy segue consolidada como jornalista, Miranda enfrenta uma de suas maiores crises profissionais e precisa da ajuda da ex-assistente para se reerguer.
Se no primeiro filme o poder girava em torno das revistas impressas, agora o cenário é outro. A trama mergulha em um mercado transformado pelas redes sociais, pela velocidade da informação e pela cultura da influência, onde tendências surgem e desaparecem em questão de minutos. Miranda Priestly precisa lidar com desafios como etarismo, choque de culturas, revolução digital, a ameaça da inteligência artificial e a transição do impresso para o digital — tudo isso sem perder sua essência, elegância e o clássico “That’s all”.
A volta de Miranda, mais contida e até um pouco vulnerável, pode render a Meryl Streep mais uma indicação ao Oscar de 2027. O filme, sem dúvida, é dela. Ainda assim, não dá para ignorar Andy, interpretada por Anne Hathaway, que retorna mais madura, segura e, ao mesmo tempo, cheia de dilemas. Em uma fase mais sólida da carreira, a personagem encara conflitos entre ambição, propósito e vida pessoal, mostrando que crescer profissionalmente não significa ter todas as respostas.
Os looks seguem sendo um espetáculo à parte. A trilha sonora também brilha, com referências marcantes como “Vogue”, de Madonna, reafirmando seu status de clássico atemporal. Sob o comando da figurinista Molly Rogers, o figurino mistura referências clássicas com tendências atuais e elementos do universo digital, funcionando como extensão da narrativa e das transformações dos personagens.
Falando em música, Lady Gaga e Doechii lançaram o clipe oficial de “Runway”, faixa criada especialmente para o filme. O vídeo mergulha no universo da moda com cenários extravagantes, figurinos impactantes e referências diretas à revista fictícia que dá nome à canção.
As filmagens ocorreram entre junho e outubro de 2025, em Nova York e Milão, com cenas adicionais em Newark. A estreia mundial aconteceu em 20 de abril de 2026, e no Brasil o filme estreia hoje nos cinemas.
No mais… that’s all.



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