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Quando a urgência bate à porta: como o Instituto Vida Videira virou ponte — e por que você pode fazer parte disso

Depende de nós para que uma criança cresca feliz e cogitar um futuro melhor
Criança assistida no IVV, o futuro depende de nós (Foto: Divulgação)

A vida, na periferia, não manda recado. Ela aperta. Um mês o dinheiro dá para o básico; no outro, falta gás, falta comida, falta remédio. E quando falta tudo, sobra uma pergunta que quase ninguém gosta de dizer em voz alta: “Quem vai me enxergar?”

Foi nesse tipo de terreno — real, duro, sem maquiagem — que nasceu o Instituto Vida Videira (IVV). A data está registrada: 13 de janeiro de 2005. O lugar também: Fortaleza (CE), com referência à comunidade da Piçarreira, no bairro Sapiranga. O que os documentos não mostram com a mesma frieza é o que acontece dentro das casas quando o prato esvazia. Mas o sentido do IVV, ao longo de pouco mais de duas décadas, cabe numa frase simples e direta: transformar urgência em caminho.

Hoje, quando você abre o portal de transparência do Instituto, não encontra só uma instituição. Você encontra uma rota. Endereços, contatos, sinais concretos de presença. O IVV informa atuação com unidades em Fortaleza (CE), Maracanaú (CE), Natal (RN), Valinhos (SP) e Brasília (DF). Em bases públicas, há referência à expansão para o Rio Grande do Norte em 2021, com “sede física” em Felipe Camarão, um dos bairros mais populosos de Natal. E isso não é detalhe: no Brasil real, a distância entre “ter serviço” e “não ter” pode ser uma esquina — ou um ônibus que não passa.

Agora, faça um exercício rápido. Pense no que significa “estar perto” quando alguém está por um fio.

A fome não espera. A solidariedade também não deveria esperar.

Não é difícil imaginar a cena de uma ação de entrega de alimentos. Alguém chega cedo. Alguém chega com vergonha. Alguém chega com pressa porque precisa voltar correndo para o trabalho — quando há trabalho. Crianças que não entendem o peso do silêncio dos adultos. E um tipo de alívio contido quando a sacola finalmente encosta no braço.

É nesse ponto que números ajudam a mostrar o tamanho do esforço. No portal de transparência, o Instituto informa hoje:

  • 200 toneladas de alimento

  • 2.800 atendimentos nas áreas de “saúde, social e serviços”

  • 25.000 pessoas impactadas diretamente

Como o incentivo pode mudar vidas
Atletas medalhistas do IVV, o incentivo muda vidas (Foto: Divulgação)

Esses dados são públicos na transparência do IVV. Há um ponto importante, e eu faço questão de ser honesto com você: a página não explicita o recorte temporal (se os totais são anuais, acumulados desde a fundação, ou de um período específico). Mas para quem já vive a urgência na pele, existe algo que esses números gritam de forma inequívoca: há volume, há recorrência e há continuidade.

E continuidade, no terceiro setor, é uma palavra grande. Ela significa que alguém está abrindo a porta todos os dias para quem chega sem alternativa.

Quando a ajuda vira plano: do assistencial ao recomeço com autonomia

Há uma virada silenciosa na vida de quem recebe alimento: ele resolve o hoje, mas não garante o amanhã. É por isso que instituições que conhecem o chão tentam dar um passo além. E esse passo tem nome: autonomia.

não é somente dar e sim capacitar para o futuro
Curso de capacitação, não é somente dar e sim capacitar para o futuro (Foto: Divulgação)

Nesse ponto, aparece um recorte com prazo e meta, publicado em fonte externa. Em uma publicação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), há registro de um programa ligado ao IVV em Fortaleza:

  • 144 alunos capacitados em cursos como cabeleireiro, manicure e barbeiro, em um “salão solidário”.

Essa é a diferença entre “ajudar” e “mudar”: uma coisa mata a fome; a outra reduz o risco de a fome voltar. E quando uma instituição consegue unir as duas frentes — assistência imediata e caminho de renda — ela vira ponte. Ponte de verdade: aquela que aguenta peso.

Quem responde por isso: lideranças e compromisso público

Quando uma organização cresce e ganha alcance, a pergunta muda. Não é apenas “o que faz?”, mas “quem garante?”. Em registros do Mapa das Organizações da Sociedade Civil (Mapa das OSC/IPEA), o IVV aparece com dirigentes listados como:

  • Presidente: Cícero Francisco da Costa Neto

  • Vice-presidente: Thiago Coelho Rodrigues

  • Secretário: Rafael Tenório Gondim de Assis

  • Tesoureiro: Ary de Oliveira Parente 

  • CEO: Emanuelle Moura 

Idealizador e presidente da instituição
Pastor Costa Neto, idealizador e presidente da instituição (Foto: Divulgação)

O site do Instituto também apresenta um quadro de conselheiros. Para quem está do lado de fora, esses nomes significam algo simples: responsabilidade formal. Há governança, há registro, há quem assine embaixo.

Em conteúdo do governo federal, o nome “Costa Neto” também aparece citado no contexto da visita ao projeto, reforçando a identificação pública da liderança associada ao Instituto.

São vice-presidente e conselheira do IVV
Vereador Dinarte Torres na entrega da cidadania natalense ao pastor Thiago Coelho e sua esposa, pastora Anna Coelho, respectivamente vice-presidente e conselheira do IVV (Foto: Elpídio Junior)

E por que isso importa para você, leitor? Porque quando você decide ajudar, não está “doando no escuro”. Você está apoiando um trabalho que se apresenta com endereço, registro e transparência — e isso faz diferença.

Um apelo direto: se você pode, ajude — porque alguém está contando com isso hoje

Há pessoas que não precisam de discurso motivacional. Precisam de comida. Precisam de um atendimento. Precisam de alguém que diga: “eu vejo você” — e prove isso com ação.

O Instituto Vida Videira existe há mais de duas décadas e se expandiu para atender em diferentes estados. Isso não se sustenta só com boa vontade. Sustenta-se com gente. Gente que doa. Gente que compartilha. Gente que abre espaço, tempo, recurso, competência.

Se você chegou até aqui, eu te proponho uma escolha simples: não trate esta história como “mais uma”. Trate como ela é. Uma rede que tenta impedir que a crise vire destino.

Você não precisa mudar o mundo sozinho. Mas pode mudar o mundo de alguém — e isso já é enorme.

Se você pode ajudar o IVV:

  • Doe (qualquer valor, com regularidade, quando possível).

  • Divulgue o trabalho para ampliar a rede (muita ajuda começa com um compartilhamento certo).

  • Ofereça serviço/competência (voluntariado qualificado também muda vidas).

  • Conecte a instituição a parceiros (empresas, comércio local, profissionais).

A solidariedade, quando vira rotina, não é caridade. É justiça.


Onde estão (presença geográfica / unidades IVV)

Fortaleza (CE) — Rua São João Del Rey, 1764, Sapiranga, Fortaleza/CE.
@institutovidavideira

Natal (RN) — R. Manoel Machado, 81, Felipe Camarão, Natal/RN.
@institutovidavideiranatal

Maracanaú (CE) — R. 17, 32, Jereissati I, Maracanaú/CE.
@institutovidavideiramaracanau

Valinhos (SP) — Alameda Itahim, 617, Joapiranga, Valinhos/SP.
@institutovidavideiravalinhos

Brasília (DF) — QS 1, Taguatinga, Brasília/DF.
@institutovidavideirabrasilia

Fonte: IVV – Transparência

Compart.

José Maria Pinheiro

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