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Crítica | "A Empregada" é uma adaptação literária, que consegue a proeza de ser tão bom quanto o livro

Foto: Divulgação

Texto por @well.nchagas



Saindo da curva e também das estatísticas onde: o livro geralmente sempre é bem melhor que os filmes e séries que são baseados e bebe de sua fonte, e sempre valhe aquela velha máxima: "não leia o livro antes de ver o filme. Pois você com certeza irá se decepcionar com a adaptação cinematográfica... Contrariando as estatísticas e maldições que permeia as adaptações, em "A EMPREGADA" a cria faz jus ao criador, e Isso faz da do filme, ser uma anomalia dentro da MATRIX.

Baseado no livro homônimo de Freida McFadden, “A EMPREGADA” acompanha Millie (Sweeney), uma mulher trabalhadora que fica aliviada por ter um recomeço como empregada doméstica de Nina Winchester (Seyfried) e seu marido, um casal rico. No entanto, o que aparenta ser um emprego dos sonhos logo se transforma em um pesadelo devido aos segredos mortais escondidas por trás das portas da luxuosa mansão.

O filme é dirigido por Paul Feig (Um Pequeno Favor e Missão Madrinha de Casamento) a partir do roteiro de Rebecca Sonnenshine (The Boys), não linear e narrado na primeira pessoa, movido a flashs, que trás a luz a história pregressa do trio central de personagens, que são a engrenagem da trama, onde nada literalmente de fato é o que parece ser, com PLOT TWISTs memoráveis e atuações convincentes, principalmente das atrizes Amanda Seyfried "a patroa" e da Sydney Sweeney "a empregada".

A Sydney Sweeney já conhecemos da maravilhosa e perturbadora série com a Zendaya (Euphoria), a Amanda Seyfried (Mamma Mia!) é por último mas não menos importante... o ator Brandon Sklenar (É Assim que Acaba) - ainda completa a atriz Michele Morrone (365 Dias), Elizabeth Perkins (‘Objetos Cortantes’), Megan Ferguson (‘Amizades Improváveis’) e Ellen Tamakai (‘Manifesto’).

O livro vendeu mais de 400.000 mil exemplares no mundo todo e figura há 69 semanas na lista de mais vendidos. É o primeiro de uma trilogia, composta ainda por "Segredo da Empregada" e a "A Empregada Está de Olho", focados na história de Millie após os acontecimentos do primeiro livro - o romance está na lista de best-sellers do New York Times por nada menos que 75 semanas, tendo vendido mais de 3.6 milhões de cópias e sendo traduzido para 40 línguas - e estreou no Rotten Tomatoes abrindo com sólidos 73% de aprovação, com base em 33 postagens até o momento. Os especialistas elogiaram as atuações de Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, bem como a despojada atmosfera de suspense e tensão sexual.



Temos referências de filmes  Brasileiros com temas sociais e similares, com cunho de sororidade latente como por exemplo a ótima série "BOM DIA VERÔNICA", e filmes tipo: 

Que Horas Ela Volta, Domésticas e o Pernambucano Serra das Almas do Lírio Ferreira, temos também a versão coreana original, Hanyo, ou o remake de 2010 que abordam temas de disparidade social, exploração e segredos em ambientes domésticos luxuosos, os filmes Coreanos / Asiáticos com Temas Semelhantes temos: Parasita, A Criada (The Handmaiden), Hanyo - A Empregada (The Housemaid, 1960/2010): inclusive foi o filme que deu origem ao conceito, já a versão original de 1960 é um clássico cult, e o remake de 2010 (dirigido por Im Sang-soo) foca intensamente na dinâmica de poder e segredos entre famílias e seus empregados.

O grande trunfo do longa " A EMPREGADA" é sem sombra de dúvidas os PLOT TWISTs maravilhoso e sobretudo a atuação do trio central, que mistura suspense, drama e sensualidade na medida certa, só deixa para mostrar e entregar tudo no 3 arco do filme e no clímax final, onde caem as máscaras e sabemos quem e quem no jogo do bicho, na fila do pão e na cesta básica.

Ao final o filme deixa um gostinho de quero mais, e entendemos que a Mille e sua "EMPREGADA" acabava criando um vínculo e círculo de sororidade mesmo sem querer e movida pelo extinto de sobrevivência que seja, podendo ter nos próximos filmes da franquia e trilogia o papel de heróina ou anti-heroina.

Para um país como o Brasil e um mundo onde o FEMINICÍDIO vem vergonhosamente e drasticamente em uma escalada de crescente ascensão... Filmes como a "EMPREGADA" e personagens como a "Mille" nunca foram tão importantes e necessários.

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Jefferson Victor

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