Navegação

O Brasil Nasceu no Rio Grande do Norte? Um Debate que Reescreve a História

Por José Maria Pinheiro

Simulação das caravelas


Há mais de cinco séculos, a narrativa oficial nos ensina que o Brasil foi descoberto em Porto Seguro, Bahia, em 22 de abril de 1500, com a chegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral. Uma história consolidada em livros didáticos, monumentos e no imaginário popular. No entanto, o que aconteceria se a certidão de nascimento de nossa nação estivesse equivocada? E se as primeiras terras avistadas e o primeiro desembarque português tivessem ocorrido em outro ponto do vasto litoral brasileiro, mais ao norte? Essa é a provocadora questão que vem ganhando força nas últimas décadas, sustentada por análises históricas, geográficas e, mais recentemente, por robustos estudos científicos e físicos, apontando o Rio Grande do Norte como o verdadeiro berço do Brasil.

O debate, que começou como uma tese revisionista, hoje se eleva a um patamar de evidências tão convincentes que já rompeu as fronteiras acadêmicas e começa a ecoar na mídia e na consciência pública. Desvendar essa fascinante (re)descoberta, mergulhando nos depoimentos e nas provas que prometem reescrever nossa história.

O debate: do Monte Pascoal ao Pico do Cabugi

A versão clássica, eternizada nos livros, se baseia em relatos da carta de Pero Vaz de Caminha e na tradição adotada pelo historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, o Visconde de Porto Seguro, considerado o “Pai da História do Brasil”. Historiador, militar, diplomata e ligado diretamente à elite imperial, sua palavra tornou-se lei histórica, eternizada em currículos por gerações. No século XIX, Varnhagen consolidou a tese de que o Monte Pascoal teria sido o primeiro ponto de avistamento da esquadra de Cabral.

No entanto, ainda no século XIX, Varnhagen admitia dúvidas sobre a precisão dos relatos da carta de Caminha e dos cálculos de navegação feitos naquele tempo.“Não há positividade nos relatos sobre o primeiro avistamento das terras”, escreveu. Mesmo assim, sua tese foi abraçada pelo Império e resistiu por gerações.

A contestação recente não nega o pioneirismo de Varnhagen, mas pede por um olhar menos apegado à tradição. Com a atualização dos instrumentos de análise, tecnologias de georreferenciamento, novas leituras de documentos e o debate aberto por universidades como a UFRN e vozes como as de Câmara Cascudo, Lenine Pinto e Alexandre Garcia, a história parece cada vez mais aberta ao diálogo.

A Ideia Pioneira: Lenine Pinto e a "Reinvenção do Descobrimento"

Toda grande mudança de paradigma começa com uma voz que ousa questionar o estabelecido. No caso do descobrimento do Brasil, essa voz pertence ao advogado e historiador potiguar Lenine Pinto. Em 1998, com a publicação de seu livro "A Reinvenção do Descobrimento", Pinto lançou as bases para a teoria de que o primeiro contato português com as terras brasileiras se deu no litoral do Rio Grande do Norte, mais precisamente na Praia do Marco, em São Miguel do Gostoso.

advogado e historiador
Lenine Pinto, advogado e historiador

A tese de Lenine Pinto não era um mero devaneio. Pelo contrário, baseava-se em uma análise meticulosa de documentos históricos, mapas antigos e relatos de navegadores, ncluindo a famosa carta de Américo Vespúcio. Seus argumentos iniciais, que viriiam a ser reforçados por uma legião de pesquisadores, podem ser resumidos em pontos cruciais:

  • Rotas Marítimas e Correntes Atlânticas: Lenine Pinto foi um dos primeiros a argumentar que as simulações de navegação e o conhecimento das correntes atlânticas favoreceriam naturalmente a chegada ao litoral potiguar. Como detalhado no documento que aborda sua teoria, “As correntes marítimas são rios de água salgada, que têm temperatura diferente e se movem em velocidade distintas pelos oceanos na Terra. Elas acontecem por causa do movimento de rotação do planeta, mas também por influência dos ventos e da diferença de densidade entre a água dos oceanos”. O uso da prática do Arrodeio, para aproveitar a Corrente Equatorial Sul, depois a Corrente Brasileira e, em seguida, a Corrente Atlântica Sul, faria com que os navegadores portugueses chegassem primeiro à costa potiguar, antes da Bahia. Lenine Pinto sustentava que os portugueses já sabiam e utilizavam essas correntes.

  • Embasa a teoria de Lanine
    Mapa das correntes marítimas

    O Monte Descrito por Caminha: A tradicional identificação do Monte Pascoal (BA) como o monte descrito na Carta de Pero Vaz de Caminha é contestada. Pinto propôs que o "monte muito alto e redondo" seria, na verdade, o Pico do Cabugi, localizado no interior do RN, que apresentava características geográficas mais condizentes com as descrições da época. Embora posteriormente Manoel Neto corrigisse para o Monte da Serra Verde, a ideia de que o monte estava no RN já era um ponto forte.

    o original encontra-se no Museu Câmara Cascudo
    Marco de Touros, marca a posse do território, o original encontra-se no Museu Câmara Cascudo

  • O Marco de Touros: A existência de um marco de posse português original na Praia do Marco, em Touros, que hoje se encontra no Museu Câmara Cascudo da UFRN, é uma evidência física poderosa. Este marco possui brasões e símbolos semelhantes a outros marcos portugueses na costa brasileira. Segundo o artigo "O Brasil nasceu no Rio Grande do Norte", “Pesquisadores apontam que o marco de Touros, fundado na Praia do Marco, hoje região do município de São Miguel do Gostoso, indica que o gigante da Beira desceu pela primeira vez, no Brasil, na esquina do continente”. A implantação de "padrões" era um costume português, e a localização deste marco em Touros sugere que Cabral desembarcou ali. 

    Registros de Distância: Outro argumento crucial se baseia nas léguas percorridas por Cabral. Citando historiadores como Jaime Cortesão e Capistrano de Abreu, que afirmam que Cabral teria navegado cerca de 500 léguas (2 mil milhas náuticas) do primeiro porto que fez, onde fixou uma "cruz de pedra", até o segundo marco em Cananeia (SP). Como bem argumenta Lenine Pinto, “calculando quanto seriam 500 léguas (dá 2777km), se seu desembarque tivesse se dado em Porto Seguro, após essa distância, o segundo marco deveria ter sido colocado já na Argentina, na cidade de Comodoro Rivadavia, em plena Patagônia. Contudo, se contarmos 500 léguas a partir de Cananeia para o norte, chegamos às praias de Touros”.

A ousadia de Lenine Pinto abriu caminho para que outros pesquisadores se debruçassem sobre a questão, transformando uma tese solitária em um movimento de revisão histórica.

A Ciência Entra em Campo: UFRN, UFPB e Cambridge

O que antes era predominantemente uma análise documental e histórica, ganhou um reforço inestimável com a entrada da ciência moderna. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) aplicaram conceitos da física, batimetria, mapas interativos e imagens de satélite para reinterpretar a trajetória da frota portuguesa, dando um peso científico sem precedentes à tese potiguar.

Professor do departamento de Física da UFRN
Professor Carlos Chesman

O estudo liderado pelos professores Carlos Chesman, do Departamento de Física da UFRN, e Cláudio Furtado, do Departamento de Física da UFPB, publicado no prestigiado Journal of Navigation da Cambridge University Press, é um marco nesse debate. Como noticiado em "Estudo que aponta chegada dos portugueses ao Brasil pelo RN é publicado por Cambridge", 

Para chegar a esse resultado os pesquisadores utilizaram recursos tecnológicos atuais, refizeram cálculos, combinaram dados físicos, mapas interativos, imagens de satélite e cruzaram documentos da época com evidências geográficas e oceanográficas”.

Um dos pontos centrais da pesquisa de Chesman e Furtado envolve a Força de Coriolis, um efeito gerado pela rotação da Terra que influencia os ventos e as correntes marítimas. 

"Esse fenômeno faz com que as correntes oceânicas girem no sentido horário no hemisfério norte e no sentido anti-horário no hemisfério sul. Segundo os autores, essa dinâmica natural teria desviado a frota portuguesa para o litoral potiguar, contrariando a versão tradicional”, explica o artigo "Reescrevendo a chegada de Cabral".

Amarelão, e Serra Verde (Monte Pascoal Potiguar). Forma e altitude coincidem com a descrição feita por Pero Vaz de Caminha I Imagem: reprodução autores
Mapas com as montanhas do Torreão, Amarelão, e Serra Verde (Monte Pascoal Potiguar). Forma e altitude coincidem com a descrição feita por Pero Vaz de Caminha I Imagem: reprodução autores

Além da Coriolis, o trajeto foi calculado com base na batimetria (medição da profundidade do oceano), convertendo as "braças" mencionadas na carta de Caminha para metros e simulando a aproximação da costa com softwares como o QGIS. Foram realizadas até mesmo expedições reais com barcos, navegando 30 quilômetros mar adentro para fotografar, da mesma distância descrita na carta, as montanhas avistadas pela esquadra. 

Os resultados foram contundentes: “As simulações por GPS indicam que a chegada pela Bahia não corresponderia aos ventos e correntes da época. Já a rota pelo RN segue o trajeto natural das correntes atlânticas, descritas nos diários de navegação do século XV

Chesman também reitera que a Carta de Pero Vaz de Caminha, muitas vezes "ignorada", traz informações cruciais. Ele aponta a descrição de falésias vermelhas a 130 km do desembarque, uma clara referência à Barreira do Inferno, no RN. 

"Outra coisa na Carta é que Caminha fala do encontro de camarões grandes e gordos. Também tem informação de fauna e flora, descrições antropológicas, que não dominamos, descrevendo feições e pinturas dos indígenas"

revelou o pesquisador, indicando uma riqueza de detalhes que se alinha mais com a geografia e fauna potiguar.

A publicação em um periódico de impacto internacional como o Journal of Navigation não é pouca coisa. "Se a revista aceita publicar é porque considera relevante. Isso pode gerar novos artigos, debate, historiadores podem adotar o documento, assim como fazer outras análises”, avalia Chesman, que aponta o trabalho como um "ponto inicial de um debate que tem muito a esclarecer".

O Endosso Midiático e Outros Pesquisadores: A Voz de Alexandre Garcia e a Tradição Potiguar

Jornalista de renome internacional
Jornalista Alexandre Garcia (Foto divulgação)

A solidez acadêmica da tese potiguar ganhou ainda mais visibilidade com o endosso de figuras públicas e a contribuição de outros intelectuais. O jornalista Alexandre Garcia, conhecido por suas análises e opiniões, tornou-se um defensor vocal da teoria do descobrimento no Rio Grande do Norte.

Em um comentário que viralizou, Garcia defendeu a tese após visitar o túmulo de Cabral em Santarém, Portugal. Em seu depoimento, ele reforça a teoria das 2 mil milhas náuticas: “Fui lá prestar honras a Cabral que, por ordem do Rei Dom Manuel, chantou marcos, ou seja, cravou marcos portugueses; pedras com símbolo da cruz portuguesa ao longo de duas mil milhas náuticas do ponto de ancoragem da esquadra de Cabral. O último marco está em Cananeia, perto de Santos. Se pegarmos duas mil milhas náuticas de Cananeia pro Norte, vamos dar em Touros, no Rio Grande do Norte, em frente ao Monte Cabugi, de 900 metros e que é visto do mar. Seria esse o Monte Pascoal, e não o da Bahia, que é baixinho e ninguém vê do mar”.

Alexandre Garcia também destaca outros elementos presentes na Carta de Caminha que se encaixam melhor com o litoral potiguar: “Lá tem boas águas, como descreve Caminha, lá aparece tubarões, como descreve Caminha. E isso parece não estar presente em Porto Seguro”. Ele conclui sua análise com convicção: “Eu estou convencido que o descobrimento do Brasil; a confirmação da posse portuguesa por parte de Pedro Álvares Cabral começou a ser feita lá em Touros, no Rio Grande do Norte”. A sua fala, amplificada pela mídia, trouxe o debate para um público mais amplo e incentivou o interesse pelo tema. A Marinha do Brasil, inclusive, já teria confirmado que o Pico do Cabugi é visível do mar, ao contrário do Monte Pascoal.

Outros pesquisadores também contribuíram significativamente para essa hipótese. Luís da Câmara Cascudo, já em 1933, defendia a chegada dos portugueses pelo RN. Sua obra "Dois ensaios de história" destacou a força das correntes marítimas e dos ventos alísios, que "empurrariam naturalmente qualquer embarcação vinda da África em direção ao litoral norte-rio-grandense". A professora Rosana Mazaro, do Departamento de Turismo da UFRN, além de pesquisadora, é navegadora oceânica e corrobora essa visão: 

Professora do deparatamento de Turismo da UFRN
Professora Rosana Mazaro, pesquisadora e navegadora

"Sou navegadora oceânica, conheço a dificuldade. Toda a condição de vento no Atlântico é favorável à chegada das embarcações de Cabral aqui. Depois de Cabo Verde, em 8 graus latitude Norte, você tem área de calmaria. Em seguida, o navegador encontra os ventos alísios e a corrente que cruza Fernando de Noronha, que o jogam violentamente para a costa do Rio Grande do Norte”. Professora Rosana Mazaro

Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto, por sua vez, apontou a compatibilidade entre as profundidades descritas por Pero Vaz de Caminha e os dados batimétricos da costa potiguar. Segundo ele, “ao contrário de Porto Seguro, o litoral do potiguar apresenta os níveis de profundidade e visibilidade descritos no documento histórico”. A identificação inicial do Pico do Cabugi como o monte de Caminha, posteriormente ajustada para o Monte da Serra Verde, demonstra a evolução e o aprimoramento contínuo da pesquisa.

Detalhes Intrincados: A "Aguada", o "Dia Náutico" e o Cabo de São Jorge

usada para ligar a África ao Brasil
Representação de antiga rota marítima transatlântica guiada por ventos e correntes, usada para ligar a África ao Brasil – Imagem: divulgação


A riqueza de detalhes nos argumentos que sustentam a tese potiguar é um dos seus maiores trunfos. Lenine Pinto e os pesquisadores que o seguiram exploraram nuances históricas e geográficas que, quando combinadas, pintam um quadro muito mais consistente do que a versão tradicional.

Um argumento frequentemente citado é o da "Aguada". Em diversos mapas quinhentistas, aparece a descrição de uma aguada na Ponta do Calcanhar, no RN. Uma aguada era um local estratégico onde as naus podiam reabastecer com lenha e água de qualidade após longas travessias. Curiosamente, "aguada" também era um termo para "porto seguro". Lenine Pinto sugere que a descrição de Caminha de que o "descobrimento" ocorreu em "Porto Seguro" não se referiria a um lugar específico chamado Porto Seguro, mas a um porto que oferecia segurança e recursos vitais. Os portugueses, após um mês em alto-mar, teriam como preocupação primordial encontrar água doce, e as correntes os levariam para a costa norte-rio-grandense. Mapas como o Terra Brasilis (1519) e Orbis Terrae Compediosa Descriptio (1596) registram aguadas no litoral do Rio Grande do Norte, reforçando a plausibilidade dessa parada estratégica.

Outro ponto intrigante é o do "Dia Náutico" e o Cabo de São Jorge. No mapa mais antigo do Brasil, o Planisfério de Cantino de 1502, o Cabo de São Roque (no RN) aparece com o nome de Cabo de São Jorge. Este detalhe é crucial porque, na época, os navegadores portugueses utilizavam o "dia náutico", que mudava ao meio-dia, e não à meia-noite como hoje.  

"O dia náutico é uma das melhores referências sobre o ponto por onde o Brasil foi descoberto, embora o ignorem os hermeneutas portugueses que se ocuparam em deslindar o nosso Descobrimento". Explica Lanine Pinto

Se a frota de Cabral avistou terra "às horas de véspera" do dia 22 de abril, segundo o dia náutico, já seria 23 de abril – o dia de São Jorge. O nome "Cabo de São Jorge" no Planisfério de Cantino seria, então, a prova de que a posse do território brasileiro foi tomada em 23 de abril, no litoral potiguar. Este argumento é ainda mais forte ao considerar que as expedições conhecidas entre 1500 e 1502 (quando o mapa foi desenhado) não teriam outras datas compatíveis com a comemoração de São Jorge. Como afirma o documento, 

Mapa de Cantino

Segundo Lenine Pinto o mapa de Cantino declara que neste lugar, o Cabo de Sao Jorge, e nesta data, o dia 23 de abril, que Pedro Alvares Cabral tomou posse do territorio brasileiro”.

Esses elementos, somados às evidências das correntes marítimas, dos marcos de posse e das léguas percorridas, fortalecem a tese de que a história oficial pode estar incompleta ou equivocada.

O Impacto da Revisão Histórica: Turismo e Identidade Nacional

A possibilidade de que o Rio Grande do Norte seja o verdadeiro ponto de partida da história do Brasil não é apenas uma questão acadêmica; ela carrega consigo implicações significativas para o turismo e para a própria identidade nacional. A Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte, percebendo o potencial dessa revisão histórica, tem encampado a luta pela disseminação da tese, organizando seminários e campanhas.

Como afirmou Ruy Pereira Gaspar, ex-secretário do Turismo do RN, no artigo "União para provar que Cabral chegou primeiro ao Rio Grande do Norte", É difícil provar o óbvio. No debate, concluiu-se que até a história começa errada no Brasil. Queremos construir algo na Praia do Marco. O verdadeiro local do descobrimento é aqui. Lançamos um plano de marketing que diz: ‘Rio Grande do Norte: o Brasil começa aqui’

Essa iniciativa visou não apenas corrigir um erro histórico, mas também impulsionar o turismo em uma região já conhecida por suas belezas naturais, mas que ganharia um apelo cultural e histórico imenso.

A Praia do Marco e Tourinhos, em São Miguel do Gostoso, São José, em Touros, e as praias de Galinhos, mais ao Norte, já são polos de atração turística. Ser reconhecido como o "local do descobrimento" poderia transformá-las em destinos de peregrinação histórica, atraindo um novo perfil de visitante e gerando desenvolvimento econômico.

O debate, ainda que polêmico e exigindo pesquisas aprofundadas contínuas, está longe de ser encerrado. Ele força historiadores, educadores e o público em geral a reavaliar fatos "conhecidos" e a abraçar a ciência e a análise crítica como ferramentas para uma compreensão mais precisa do passado. A história não é estática; é um campo vivo, em constante (re)construção, e o Rio Grande do Norte está na vanguarda dessa (re)descoberta, convidando o Brasil a reescrever o primeiro capítulo de sua própria saga. É um convite à reflexão: será que o Brasil, de fato, nasceu na esquina do continente? As evidências apontam para um retumbante "sim".

 

🧐 Curiosidades Históricas Sobre o Descobrimento do Brasil

  • Visconde interessado: Adolfo de Varnhagen, que oficializou Porto Seguro como local da chegada de Cabral, era justamente o Visconde de Porto Seguro!

  • Câmara Cascudo visionário: Muito antes do novo debate, Cascudo já defendia em 1933 a tese do descobrimento no litoral do RN. Ele foi pioneiro ao questionar a narrativa tradicional pelo seu conhecimento do litoral potiguar.

  • Repercussão além do Brasil: A nova tese do descobrimento já virou tema em documentários internacionais, gerando debates em países como Portugal, França e até na BBC britânica.

  • Museu “errado?” Porto Seguro, na Bahia, tem museus e roteiros turísticos baseados na versão “oficial” desde o século XIX — mas a cada nova evidência, o turismo histórico do Nordeste ganha mais visitantes curiosos.

  • O GPS histórico: Baseando-se apenas em cartas náuticas e relatos de bordo, muitos estudiosos contemporâneos tentam “recalcular” a rota de Cabral — numa espécie de “Waze” das caravelas do século XVI!

 

Referencias:

https://www.nataldasantigas.com.br/blog/a-teoria-de-lenine-pinto

https://papocultura.com.br/alexandre-garcia-descobrimento-do-brasil/

https://www.ufrn.br/imprensa/reportagens-e-saberes/89563/reescrevendo-a-chegada-de-cabral

https://saibamais.jor.br/2025/09/estudo-que-aponta-chegada-dos-portugueses-ao-brasil-pelo-rn-e-publicado-por-cambridge/

https://historianosdetalhes.com.br/historia-do-rn/o-brasil-nasceu-no-rio-grande-do-norte/

https://www.blogdobg.com.br/descobrimento-alexandre-garcia-confirma-que-marinha-confirmou-que-do-mar-ve-o-pico-do-cabugi-e-nao-o-monte-pascoal/

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