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Alcolumbre questiona uso de fundo partidário no combate à covid-19


Alcolumbre se vê pressionado por parlamentaresWaldemir Barreto/Agência Senado

Pressionado por parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), questionou a necessidade de destinar os recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral no enfrentamento da covid-19. Os recursos para os partidos em 2020, ano de eleições municipais, somam R$ 3 Bilhões no Orçamento.

As cúpulas da Câmara e do Senado rejeitaram destinar o "fundão" para ações contra o novo coronavírus na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do "orçamento de guerra", argumentando que o tema precisa ser tratado de forma separada e em outro momento.

Em sessão do Senado, Alcolumbre citou um levantamento apontando que as medidas anunciadas pelo governo para reduzir os impactos da pandemia atingiram R$ 568,6 Bilhões até o momento, ou seja, 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O cálculo é da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e foi publicado pelo jornal Valor Econômico.

No argumento do parlamentar, o valor do Fundo Eleitoral não seria tão necessário nesse cenário. "Será que esses R$ 2 Bilhões do Financiamento da Democracia são eles que são fundamentais para o combate ao coronavírus, onde todos nós temos nos dedicados na defesa dos brasileiros?."

No Orçamento, estão reservados R$ 2 Bilhões para o fundo eleitoral - usado no financiamento da Campanha Municipal - e R$ 1 bilhão para o Fundo Partidário - aplicado nas despesas de partidos políticos. As grandes siglas concordam em destinar o fundo eleitoral para a covid-19, porém, desde que as eleições de outubro sejam adiadas.
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MARIO PINHO

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